Retorno às aulas em Angra deve acontecer em 17 de Agosto

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O anúncio de um possível retorno às aulas em Angra dos Reis no dia 17 de Agosto está gerando polêmica. Empresários do setor e a Prefeitura chegaram a um consenso sobre esta data, já os Sindicatos que lidam com o setor cobram participação das entidades de classe no processo decisório.

O prefeito Fernando Jordão, ao lado da secretária de Educação, Stella Salomão, e da presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal, vereadora Titi Brasil, participou na terça-feira, 07, de uma reunião, no Centro de Estudos Ambientais (CEA), com os proprietários de escolas particulares do município.

Deste encontro saiu a data provável para o retorno das aulas presenciais em Angra dos Reis, para os estudantes dos ensinos fundamental e médio, 17 de Agosto. Vale destacar que este possível retorno está condicionado à evolução da Pandemia no município. A possibilidade de retorno da Educação Infantil será tratado em uma nova reunião.

Na ocasião os donos das escolas entregaram ao prefeito um documento com sugestões de protocolos a serem seguidos nas unidades. Segundo nota da Prefeitura de Angra, “um dos maiores receios dos empresários é de que os pais retirem os filhos das escolas. A secretária de Educação então lembrou que os que fizerem isso podem ser penalizados, pois é crime de abandono intelectual manter crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora da escola, sem justa causa“.

Sindicatos cobram participação no processo

Desde o anúncio da formação de um Grupo de Trabalho (GT) com o objetivo de planejar ações visando a retomada das aulas presenciais da rede municipal de ensino, no mês passado, sindicatos cobram participação no processo.

O primeiro a se manifestar foi o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE), que repudiou a  a forma com que o GT foi criado. Para o órgão, “não existe representação da sociedade civil e da categoria na composição desse GT”.

Nesta quinta-feria, 09, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Angra dos Reis (SINSPMAR) também cobrou participação no processo decisório e apontou como prematura a definição de uma data para o retorno.

O SINSPMAR vê como prematura também a fixação de uma data para o retorno presencial das aulas. Desta forma reiteramos o pedido constante encaminhado às autoridades para a participação desta discussão e para pedirmos também que abram espaço para todos os envolvidos, com o objetivo de se pensar num retorno às aulas com maior responsabilidade e transparência das ações.”

Abaixo assinado contra o retorno

Pelas redes sociais começou a circular nesta quinta-feira, 09, um abaixo assinado solicitando que as aulas nas escolas particulares não sejam retomadas. Se você concorda com essa proposta, pode votar neste link.

Saiba mais:

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Redação

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