Prefeitura de Angra inicia estudo para futura volta às aulas

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A Prefeitura de Angra dos Reis instituiu na última sexta-feira, 19, um Grupo de Trabalho (GT) com o objetivo de planejar ações visando a retomada das aulas presenciais da rede municipal de ensino. A medida gerou polêmica com o SEPE, que cobra mais participação social.

Este grupo, criado por meio da portaria nº275/2020, é formado por representantes das Secretaria de Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e do Conselho Municipal de Educação.

O GT irá planejar e sistematizar ações pedagógicas, administrativas, de infraestrutura, de assistência social, dos protocolos sanitários e de saúde necessários à retomada das aulas. Este estudo deverá ser entregue em 20 dias e, após este prazo, o Prefeito aprovará, ou não, seu conteúdo em até dez dias.

O documento destaca queé certo que haverá a retomada das atividades letivas nas unidades da Rede Pública Municipal de Ensino no exercício vigente” e que “o retorno das aulas presenciais, além das questões pedagógicas, demandará a adoção de medidas e protocolos gerais e específicos de apoio social, prevenção e proteção à saúde dos estudantes e dos profissionais da educação nos ambientes das unidades de ensino e dos transportes escolares”.

Em nota, a Secretária de Educação, Stella Salomão afirmou que ainda não há uma data para o retorno das aulas:

Em momento nenhum, a portaria citou data. Montamos um grupo que vai elaborar, a partir de estudos de protocolos internacionais e nacionais, um protocolo local que teremos que seguir quando as aulas presenciais forem retomadas. Essa é uma medida que todos os municípios do país terão que tomar. É preciso lembrar que, em Angra dos Reis, todas as decisões sobre o retorno das aulas presenciais serão validadas tanto pelo Conselho Municipal de Educação quanto pela autoridade sanitária municipal, que é o secretário de Saúde” , afirmou.

SEPE cobra participação social no Grupo de Trabalho

Em uma nota publicada nesta segunda-feira, 22, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE) cobrou participação da sociedade no Grupo de Trabalho e repudiou a forma com que o GT foi criado.

O problema, segundo a entidade, é que o representante do Conselho Municipal de Educação foi auto indicado. Outra questão é que as demais representações são do Governo, por conta disso o Sindicato acredita que “não existe representação da sociedade civil e da categoria na composição desse GT”.

“Para nós, a construção deste GT se apresenta de forma completamente arbitrária e anti-democrática, e questionamos a sua legitimidade. O Sepe Central está elaborando um protocolo próprio junto à Fiocruz e assim que estiver pronto, socializaremos com a categoria. Caso a conclusão desse GT traga risco de morte aos/às trabalhadores/as da educação, nada mais nos restará a não ser a convocação de uma GREVE PELA VIDA E PELA SAÚDE de todos os nossos alunos, profissionais da educação e seus familiares”, afirmou o SEPE por meio de nota.

NOTA DO SEPE ANGRA/PARATY SOBRE GT DE RETORNO ÀS AULASNa última sexta-feira, dia 19/06, foi publicado em Boletim…

Publicado por Sepe Angra/Paraty em Segunda-feira, 22 de junho de 2020

Redação

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