Prefeito de Mangaratiba, Evandro Capixaba, foi preso

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No total, já foram cumpridos dois mandatos de prisão preventiva em Mangaratiba. Uma terceira pessoa está foragida.

O Prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino Jorge (PSD), mais conhecido como Evandro Capixaba, foi preso na manhã desta sexta-feira, 17. Além dele, o secretário de Segurança e Ordem Pública, Sidney Ferreira, foi detido durante operação realizada no município. Segundo informações do Ministério Público, divulgadas pelo G1, eles são suspeitos de fraudar licitações, falsificar documentos e coagir testemunhas.O terceiro mandado é contra o secretário de Comunicação, Roberto Pinto dos Santos, que está foragido. O esquema ilegal teria desviado R$ 60 milhões dos cofres públicos.

De acordo com o promotor Alexander Veras Vieira, em entrevista ao site do Jornal O Globo, Evandro Capixaba também foi denunciado por atos de improbidade administrativa e as investigações apontaram que a prefeitura de Mangaratiba pagava ao jornal “Povo do Rio” para rodar páginas falsas de exemplares que já haviam ido para as bancas. Nelas, eram incluídos anúncios de editais de convocação e resultados de licitações que, na verdade, não eram devidamente divulgados.

A ação foi realizada pela Coordenadoria da Segurança e Inteligência (CSI), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e a denúncia foi apresentada pelo procurador geral de Justiça do Rio, Marfan Vieira.

Atualização:

Material apreendido pela CSI em novembro, durante operação em Mangaratiba e no RioAlém dos mandados de prisão, foi requerida ainda a indisponibilidade de bens do prefeito e de outros integrantes da quadrilha, além da suspensão do exercício funcional dos servidores públicos envolvidos no crime.

Ao todo, estão envolvidas na fraude 44 pessoas, entre servidores do município e empresários. As investigações foram iniciadas na 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Angra dos Reis, que apurou fraudes em contratações realizadas pela Prefeitura nos anos de 2011 e 2012. Em novembro de 2014, foram apreendidas nas sedes da Prefeitura de Mangaratiba e do Jornal O Povo, em Vila Isabel e no Centro do Rio, documentos referentes a centenas de licitações irregulares, que embasaram o processo criminal.

Redação

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