Greve na rede estadual de ensino continua

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Movimento que já dura mais de três meses continua por tempo indeterminado.

Os professores da rede estadual de ensino decidiram, por unanimidade em assembleia feita na quinta-feira, 16, manter a greve iniciada no dia 2 de março. A paralisação dura mais de três meses e, a partir do último dia 15, a Secretaria de Estado de Educação iniciou o corte do ponto dos professores em greve. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) informou que cerca de 20 mil professores do estado participam do movimento.

Em decisão tomada nesta terça-feira, 14, o desembargador Milton Fernandes de Souza, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, revogou a liminar que proibia o governo do Estado de cortar o ponto dos professores em greve. A decisão foi tomada porque o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) não cumpriu a ordem de manter 70% do total dos servidores em cada escola.

– A concessão da medida liminar para obstar os descontos salariais está condicionada ao cumprimento do quantitativo mínimo estabelecido na liminar concedida pela presidência do Tribunal de Justiça no dissídio coletivo de greve. Considerando o seu descumprimento e reconhecimento da abusividade do direito de greve, revogo a liminar – disse o desembargador.

A medida liminar estava em vigor desde o dia 12 de abril. Ela havia sido concedida no mandado de segurança impetrado pelo Sepe contra o governador em exercício, Francisco Dornelles, e o secretário de Estado de Educação, Wagner Victer.

Esta é a segunda decisão judicial a atingir os grevistas este mês. No dia 8 de junho, na ação de dissídio coletivo movida pelo governo do estado, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, aumentou a multa diária aplicada ao Sepe de R$ 50 mil para R$ 100 mil.

A próxima assembleia da categoria está marcada para o dia 22 de junho (quarta).

Com informações da Agência Brasil.

Redação

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