Eletronuclear posterga retorno de Angra 2 ao sistema elétrico

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A parada de reabastecimento de combustível de Angra 2, que começou no último dia 22, irá durar mais tempo do que o previsto orginalmente pela Eletronuclear.

As inspeções de rotina no combustível nuclear da usina, realizadas durante a parada, indicaram a necessidade da realização de testes adicionais. 

 A cada reabastecimento, é substituído cerca de um terço do combustível do reator. Na inspeção desta parada, foi detectada, nos elementos combustíveis carregados no último ciclo de operação, uma oxidação superficial inesperada no revestimento dos tubos que contém as pastilhas de urânio enriquecido. Por conta disso, será necessária uma nova avaliação, o que irá postergar o retorno da unidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN) para o início do próximo mês. 

Os testes serão realizados pela empresa responsável pelo projeto da usina, e a Eletronuclear aguarda a chegada dos equipamentos necessários e dos técnicos estrangeiros à central nuclear já na próxima semana. O objetivo é determinar as causas da oxidação e verificar a viabilidade da utilização destes elementos combustíveis por mais um ciclo operacional, conforme planejado. Todos os resultados serão submetidos à análise do órgão licenciador, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). 

Vale destacar que esse incidente, em nenhum momento, comprometeu a segurança e o desempenho de Angra 2, que operou continuamente por 13 meses, tendo inclusive batido seu próprio recorde de produção no último dia 19, com a marca de 200 milhões de MWh gerados desde 2001.  

A parada de reabastecimento que está em curso – o maior trabalho de manutenção realizado no país durante a pandemia do covid-19 –  tem transcorrido normalmente graças às medidas preventivas adotadas pela Eletronuclear.

Redação

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