Aterro Sanitário de Angra dispõe de tecnologia de ponta

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A questão do recolhimento e destinação do lixo domiciliar é algo superlativo no mundo todo e, em Angra, obviamente, não é diferente. A cidade, que tem cerca de 190 mil habitantes, segundo dados do senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), produz, em média, 150 toneladas de lixo por dia, o que resulta em 4.700 toneladas der resíduos por mês. Um número que aumenta em mais 1.300 toneladas/mês na alta temporada.

O trabalho para dar conta de todo esse lixo é feito por duas empresas dentro do município, a que faz o recolhimento, que é a Limppar, e a que faz todo o trabalho de pesagem, armazenamento e tratamento, que é a CTR Costa Verde. O trabalho desta última é todo concentrado no Aterro Sanitário do Ariró. O local, que durante décadas recebeu todo o lixo produzido no município, vem passando por readequações nos últimos anos e, neste segundo semestre de 2015, todo o processo para que o armazenamento e tratamento do lixo domiciliar seja feito como nos mais modernos aterros sanitários do país, estará em pleno funcionamento.

Hoje os técnicos da CTR Costa Verde já oferecem ao município um trabalho de ponta. No aterro do Ariró é feita a colocação de camadas de impermeabilização, que protegem o solo do contato de qualquer tipo de material colocado sobre ele. Esse processo vem passando por mudanças que acompanham as novas tecnologias utilizadas no setor. Na primeira parte do aterro, por exemplo, argila compactada e membrana de polietileno de alta densidade foram utilizadas. Na nova área de armazenamento, além desses dois materiais, está sendo utilizada uma camada de manta bentonítica e, para complementar, uma camada de bidim, o que fecha o ciclo de proteção do solo, cumprindo todas as exigências ambientais.

Uma área de 4.400 metros quadrados acaba de ser preparada pela CTR para começar a receber uma nova leva de lixo. Este local terá capacidade para receber 29 mil metros cúbicos de detritos. No aterro do Ariró já está prevista a utilização de uma área total de 24.900 metros quadrados pela CTR, que já tem em mãos a licença ambiental para o desenvolvimento do trabalho pelos próximos cinco anos, podendo ser renovada por mais 20 anos.

– O trabalho desenvolvido no aterro sanitário de Angra tem o respaldo do Inea, porque levamos muito a sério a responsabilidade que nós temos com o meio ambiente. Por isso, nossa preocupação constante em agregar as tecnologias de ponta do setor no que diz respeito à preservação do solo – explicou o engenheiro químico e consultor da CTR Costa Verde, Robson Rodrigues Pinto.

De acordo com o engenheiro, a preocupação com a adequação às exigências ambientais não está apenas centrada no material utilizado para a impermeabilização do solo, mas também, no tratamento do chorume, gerado pelo lixo. Por conta disto, um sistema de captação é feito em toda a extensão do aterro para levar este material à uma Estação de Tratamento de Efluente (ETE) montada no local. A estação, que conta com equipamentos de última geração, realiza um tratamento físico-químico no chorume de tal forma que a água proveniente deste tratamento sai com 100% de possibilidade de reaproveitamento, sendo utilizada para o abatimento de poeira nas vias internas do aterro e para a lavagem de equipamentos e dos galpões existentes no local.
2015-06-18_Lixão do Ariró_Fotos_Luiz Eduardo de Araujo (56) (1)– Muito diferente do que acontecia em Angra há alguns anos atrás, quando o chorume era apenas batido numa piscina para a separação da parte sólida da líquida. A primeira era enterrada e, a líquida, ia diretamente para o solo. O que fazemos hoje é um trabalho de armazenamento do lixo domiciliar que tem preocupação com a sustentabilidade – relatou o gestor da CTR Costa Verde, Jorge Freitas.

Outro projeto importante a ser destacado no aterro do Ariró é a nova estação de tratamento do lixo hospitalar, que está em fase final de montagem. A unidade conta com duas caldeiras autoclaves, com capacidade para o tratamento de 100 quilos de resíduos por hora, que desinfetam os resíduos que posteriormente são aterrados, a exemplo do lixo domiciliar.

– Esse trabalho é acompanhado através de análises periódicas dos órgãos ambientais que atestam se a desinfecção está acontecendo de forma efetiva – destacou o engenheiro Robson Rodrigues Pinto.

A importância da reciclagem

Cerca de 30% dos resíduos gerados no Brasil são recicláveis e 51% são de matéria orgânica, que poderia ser utilizada para compostagem, demonstrando o potencial da redução da disposição do lixo em aterros sanitários. Essa afirmação faz parte das conclusões do Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental realizado em 2012 em Goiânia, logo depois da entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os debates neste congresso destacaram a importância da reciclagem e da participação, neste processo, de cada cidadão.

– O número de garrafas pet que recebemos aqui no aterro do Ariró é assustador. Essas garrafas são responsáveis pela ocupação de grande parte da área que nós temos de estocagem de lixo, por isso, a conscientização a respeito disso, é fundamental – destacou o gestor da CTR, Jorge Freitas.

Angra dos Reis é um município que tem um programa de reciclagem capaz de atender a uma parcela grande da sociedade, segundo conta o gerente de Limpeza Pública, Dany Leal de Santana. De acordo com ele, a coleta seletiva vem aumentando no município. Este ano o programa recolheu, no mês de abril, 7.193 quilos de recicláveis, quase 2.500 quilos a mais do que em abril de 2014, quando foram recolhidos 4.764 quilos.

– O aumento na coleta é sempre motivo de comemoração, mas o que nós queremos é que este número se multiplique cada vez mais e, para isso, é preciso à participação de todos – destacou Dani Leal.

Em Angra o programa de reciclagem dispõe de 12 pontos itinerantes, que circulam o município de segunda a sexta-feira; além de dois ecopontos fixos, que funcionam na Rua Coronel Otávio Brasil, nº 253, no Balneário e no Cais do Carmo, de segunda a sexta, das 8h30 às 17h.

O programa de coleta seletiva recolhe tudo o que pode ser reciclado: garrafas pet, latinhas, pneus, papelões, lixo tecnológico (televisões, peças de computadores, monitores, etc.) e ainda óleo lubrificante, que pode ser descartado no Ecoponto Óleo, localizado no Cais da Manivela.
O programa está aberto para receber voluntários a qualquer tempo.

Maiores informações podem ser colhidas no departamento de Serviço Público da Prefeitura, que atende pelo telefone: (24)3377-4402.

Redação

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