Angra vai abrir leitos pediátricos para Covid

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A Prefeitura de Angra, por meio da Secretaria de Saúde, anunciou na última semana que está se preparando para abrir, preventivamente, cinco leitos pediátricos no Centro de Referência Covid-19, estruturado na Santa Casa. Segundo a Prefeitura, a medida visa a proteção das crianças, já que tem se observado que as novas cepas do coronavírus atingem também os mais jovens. Até o final da semana passada não havia crianças ocupando estes leitos, segundo a Secretaria de Saúde. A medida foi anunciada pouco mais de um mês após o município autorizar a volta às aulas de forma híbrida na rede particular de ensino.

De acordo com reportagem da CNN Brasil, “os números da Covid-19 entre bebês e crianças no Brasil começa a desafiar a percepção, até então consolidada entre especialistas, de que essas faixas etárias são em regra assintomáticas ou desenvolvem quadros leves da doença. Desde o início da pandemia, o Brasil já registrou 420 óbitos de bebês pela Covid-19. Entre crianças de um a cinco anos, já foram 207 mortes. Trata-se de uma das maiores taxas do mundo”.

Já o site Rede Brasil Atual revela que “Dados do InfoTracker, plataforma criada por pesquisadores da USP e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) para monitorar o avanço da pandemia no Brasil, mostram um crescimento médio de 24% nas internações de crianças e adolescentes com covid-19, na comparação entre os meses de dezembro de 2020 e fevereiro de 2021. No final do ano passado, 128 crianças entre 0 e 4 anos eram internadas por dia, em média. Em fevereiro, foram 171 por dia, um aumento de 34% para esta faixa etária.

Já entre crianças de 5 a 9 anos, o aumento nas internações por covid-19 foi de 15% no mesmo período. E na faixa dos 10 aos 14 anos, o aumento foi de 7%. Desde o início da pandemia, 779 crianças com até 12 anos morreram da doença, no Brasil. Deste total, 24% das mortes e 22% das internações ocorreram nos últimos três meses, segundo dados do DataSUS”.

Em outra reportagem, a CNN Brasil destaca que “um dos motivos que pode ter influenciado essa alta é a circulação das novas variantes do vírus, aponta a epidemiologista professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel. De acordo com a médica, desde o final do ano passado, a Europa como um todo, mas principalmente o Reino Unido, já havia registrado uma alta no número de casos graves em crianças.

“Esse aumento pode estar relacionado com as novas variantes, principalmente com a P.1 (de Manaus) e também a do Reino Unido, porque elas têm a mesma mutação. Essa mutação fez com que o vírus ficasse mais transmissível”, explica.

Um pesquisa realizada pelas faculdades de Medicina e de Odontologia da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto, identificou que a proteína spike, da nova cepa viral, estabelece maior força de interação molecular com o receptor ACE2, presente na superfície das células humanas e com o qual o SARS-CoV-2 se liga para viabilizar a infecção”.

Redação

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