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Tarrafa (Edição extra): O Batuque nas redes sociais

De certa forma, todo brasileiro acha que sabe tocar tambor, bateria ou algum instrumento de percussão qualquer, no mais perfeito clichê “Brazil, Banana, Samba”. Mas infelizmente para todo tupiniquim pego em situações cujos dotes artísticos ausentes foram necessários, esta afirmação não é uma verdade, muito pelo contrário.

Eu por exemplo quando pego um tambor, pareço um estrangeiro bêbado tentando tocar algum ritmo bizarro com os pés, não é nem um pouco engraçado e normalmente tem gente que sai reclamando. A analogia serve como uma luva para alguns militantes digitais, cujo resultado de seus esforços é claramente, diametralmente oposto do que qualquer coordenador de campanha (com bom senso) desejaria de seus subalternos.

Não entendo como algumas pessoas se prestam a desempenhar papeis tão baixos no Facebook, o pior é que vendo a conduta dos malas virtuais, que pelo que se ouve (ou lê) vêm acumulando belíssimos recordes de bloqueios e expulsões de grupos, fico imaginando se estas pessoas também se comportam assim no seu dia-a-dia (o que seria lamentável por sinal!). Alguns quando ficam frente à um teclado, claramente incorporados com o espírito de porco, demonstram que se esqueceram que existe um mundo extra tela e que a vida não se acaba em outubro.

Semana passada conversando com um amigo publicitário tive a certeza de que este ponto de vista está longe de ser apenas meu e assim como este colega, fico com pena da imagem destes candidatos que contam com militantes tão apaixonados e obstinados no triste papel de “desqualificar” o adversário, que simplesmente não precisam de mais ninguém falando mal de si.

Defendo que as pessoas possam ter na Internet seus posicionamentos e ganhem seu dinheiro de forma digna (porque não?), mas infelizmente os candidatos e suas coordenações ainda não se tocaram que qualquer um sabe fazer barulho, mas poucos sabem tocar tambor de verdade.

Infelizmente (mais uma vez) os tais “mestres de bateria” estão longe de conseguir harmonia em seus grupos e em vez de agregar, desagregam. Como dizia a música “Pois batuqueiro é batuqueiro e cantador é cantador.”

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