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Sopro de Vida: Quem não constrói marca vive de promoção

Essa coisa de mexer com o consumidor barateando os preços não é nova, mas nunca esteve tão na moda como nos dias atuais. A mídia comum, os shoppings e agora a internet ficam repletos de tags e de convenções estranhas: os preços estão quentes no verão ou congelados no inverno, despencam aqui e explodem acolá.

É a estratégia predileta do empresariado, afinal as pessoas gostam de comprar barato e de forma facilitada. Além disso, promoção é fácil de fazer, não requer nenhum grande planejamento, geralmente se queima produtos antigos do estoque ou usa a estratégia conhecida como “boi de piranha”, onde se anuncia um produto muito abaixo do preço para chamar atenção e elevar as vendas como um todo.

Eu acho isso bacana até, acho inteligente que se faça uma queima de estoque no fim de cada estação, ou duas vezes dentro de um ano fiscal, mas o que tenho visto por aí são empresas que vivem de liquidação em liquidação, queimando preços e a sua credibilidade junto, porque se eu posso comprar com desconto todo mês, porque vou comprar a um preço normal fora de hora? Vamos esperar a liquidação, ela logo vem.

Gerir uma marca é totalmente diferente disso. Antes de sair liquidando apenas para chamar público é preciso pensar no que está se fazendo de errado para que a empresa não renda o mínimo necessário para sobreviver e dar algum lucro. Nós brasileiros temos a mania de superestimar tudo. Antes de abrir uma loja, mal pensamos no público que queremos atender, mas já achamos que as vendas vão ultrapassar a casa dos milhares de reais mensais.

É preciso construir marca, caminhar no sentido contrário de todos. Primeiro eu me pergunto: que tipo de problema quero resolver no mundo? Daí tenho disso uma razão para existir. Em seguida me pergunto: para que tipo de pessoa eu estarei apto a resolver esse problema? Daí nasce meu target, ou público alvo. Depois disso a pergunta se transforma: dentro do meu raio de ação, existem pessoas do meu target suficiente para que minha empresa dê lucro?

Viu como a coisa começa a clarear? Quando você junta planejamento (e planejamento não precisa ser super elaborado e caro) a um sonho que traz consigo muita vontade de vencer, você tem 50% do caminho já facilitado e não vai precisar barganhar a imagem da sua marca com o público em busca de algum dinheiro para fechar o mês no azul.

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Rafael Fonseca é especialista em Marketing Empresarial pela UFF e divide seu tempo entre a TV por Assinatura e Gestão de Marcas.

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