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Sopro de Vida: A arte de fazer fazendo

Muitos empresários são excelentes planejadores. Planejam daqui, planejam de lá, passam a vida planejando aquela atitude, aquele produto ou aquela estratégia que nunca acontece de fato. Conheço muitas pessoas assim também. Elas sempre sabem dar uma explicação pra tudo, mas entra ano e sai ano, nada acontece. Planejadores nada, são excelentes procrastinadores!

Procrastinar é a “arte” de deixar para amanhã o que devia ter sido feito ontem. E não tem nada a ver com o fato de ter o momento certo para fazer as coisas. É de fato empurrar com a barriga até onde der e depois trabalhar como um louco para cumprir um prazo.

Também conheço empresários que são excelentes realizadores. Mal tem uma ideia e já saem fazendo um monte de coisas sem ao menos pensar. Planejar então? “Quem planeja não realiza”, se gabam! Conheço gente assim também, que deixa muita coisa, ou tudo, pelo caminho pelo simples fato de faltar calma, de dar a uma ideia bacana, a oportunidade de respirar. Realizadores nada, são excelentes atropeladores!

Se de um lado estão os que empurram com a barriga e de outro estão aqueles que atropelam tudo com a barriga, você deve ter ficado confuso, não?

Vivemos uma era onde tudo acontece muito rápido. Quando eu entrei na faculdade de administração, muito se falava em planejamento estratégico. “Uma empresa precisa planejar para os próximos cinco anos e para dez anos se quiser sobreviver”, diziam. Hoje o planejamento tem se tornado cada vez mais uma direção, um norte apontando um caminho, e apenas isso. É preciso saber onde se quer chegar. Mas se é impossível prever o mercado daqui a um ano, quanto mais daqui a cinco anos . A diferença disso para o que vivemos hoje é que, ao invés de seguir uma cartilha pronta, feita por um monte de gerentes enfurnados em um hotel, cada área da empresa, deve tomar esse norte e construir o seu caminho, dentro da sua realidade.

Saindo das multinacionais para a padaria da esquina, eu costumo notar que muita gente gosta de dar uma de sabichão, absorve conceitos, ou parte deles, apreende a linguagem e sai por aí falando, de planejamento, de curto, médio e longo prazo, e só fala, fazer que é bom nada.

Para vencer em uma era onde um mês, ou um mísero dia, pode fazer uma diferença enorme, eu tenho apostado muito em “fazer fazendo”, um modelo de gestão onde planejamento e ação caminham juntos, mas em períodos muito menores, onde se planeja, executa, checa, planeja e executa novamente. Isso evita surpresas, evita alocar recursos que nunca vão ser usados em determinada área, mas que serão imprescindíveis em uma outra, que você nem havia pensado no início do plano.

Mas é preciso fazer. É preciso parar de falar em fazer e passar a fazer de fato. E aí entram minhas dicas práticas. Como eu posso fazer fazendo, mas sem atropelar nada? Aí vai:

Planejamento é fundamental. Se você não guardar dinheiro todos os dias para pagar as contas, você vai ter problemas. Assim é com aquele novo produto ou serviço que você quer lançar, você precisa se preparar para isso, se não nada acontece.

Mas planejamento envolve datas e prazos. O ato de “estar planejando”, além de ser feio demais por causa do gerundismo, dá ideia de algo que tem início, mas nunca tem fim. Planejamento é rápido e prático. Colocar no papel o que eu preciso fazer e em quanto tempo eu quero fazer.

Aprenda a modificar o plano de vôo durante o vôo. Isso faz toda a diferença. O mundo da informação não é bacana apenas porque tem ipad, iphone e outras traquitanas. Ele é bacana porque nos dá possibilidade de feedback imediato, porque o seu cliente está literalmente conectado a você. Se você lançou algo e ele não gostou, você vai ficar sabendo e poderá (e deve!) modificar antes que aconteça um estrago.

Teste suas ideias. As pessoas estão mais interessadas em dizer o que acharam de um produto novo do que as empresas pensam ou sabem. Testar novidades ou mostrar seus projetos para uma amostra da sua clientela vai te dar bons caminhos para você acertar sempre.

Saiba que nem tudo é papel e conceito. Saia de trás da sua mesa e sinta o mercado. Nada substitui a sua experiência em sentir o que o cliente de fato deseja. Quem só usa papel, uma hora acorda com problemas maiores do que esperava e na totalidade dos casos, vai precisar largar o papel para resolvê-los.

Se você chegou até aqui, eu devo ter pelo menos colocado uma pulga atrás da sua orelha, e se você precisar conversar melhor sobre isso, eu estou à sua inteira disposição. Faça contato!

Rafael Fonseca é especialista em Marketing Empresarial pela UFF e divide seu tempo entre a TV por Assinatura e Gestão de Marcas.

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