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Silêncio no Palácio: A Saúde de Angra está no CTI?

Dando continuidade a nossa série de perguntas que ficaram sem respostas por parte da Prefeitura de Angra, tocamos em alguns assuntos relativos à Saúde que estão nos deixando doentes.

No final do mês de abril, na ocasião da morte de Rafaela Barros, mãe da menina Agda Maria, enviamos uma série de questionamentos para a Prefeitura de Angra dos Reis sobre a situação da Saúde naquele momento e as incoerências entre o discurso de campanha e as ações do então secretário da pasta, Gustavo Villa, suplente de vereador, que hoje ocupa a Secretaria Executiva de Saúde.

De lá para cá, após sofrer uma avalanche de críticas à sua gestão, Villa foi substituído (sem nenhuma publicidade) pelo ex-prefeito de Vassouras, Renan Viníssius, em um troca-troca de cargos que até o momento não teve relevância alguma nos serviços oferecidos para a população. Curiosamente a relevância na troca foi tanta, que até o momento da publicação deste artigo, nem no site oficial da secretaria houve mudança no perfil do secretário.

Dúvidas de então e agora:

  • Como está o quadro de médicos após a contratação da Cooperativa? Há falta de profissionais? Quais especialidades?
  • Em um vídeo publicado no ano passado, Gustavo Villa afirmou que sem investimentos na rede de saúde mais mortes aconteceriam. Qual o incremento nos investimentos da Saúde após o fim do Passageiro Cidadão?
  • No passado ele (o então secretário) também foi enfático na oposição da contratação de O.S.s e terceirizações. O que mudou? Porque? Podemos esperar mais contratações deste tipo? Para quais serviços?
  • Quantos postos de saúde foram fechados ou abertos desde janeiro de 2017? Outros poderão ser fechados ou abertos? Quais? Qual a justificativa?
  • Como está a situação das ambulâncias locadas e do SAMU? Vereadores fizeram vistorias no local e constataram uma série de problemas. O que está sendo feito para melhorar o serviço?

Após insistir em obter estas respostas, recebemos a seguinte frase em um email: “Vamos consultar a secretaria de Governo sobre as perguntas e indagações feitas”. Estamos aguardando até hoje um posicionamento do secretário de Governo, Marcus Veníssius Barbosa.

Muita fumaça para pouco fogo…

O que estamos vendo até agora, nestes primeiros meses do governo Fernando Jordão é uma grande publicidade sobre a UPA Infantil, enquanto milhões de reais são gastos em contratações emergenciais e dispensas de licitação, como a última que estourou, de mais de R$1,5 milhão para a higienização e manutenção do Hospital da Japuíba. Será que em quase sete meses de governo não deu tempo de licitar este tipo de serviço de forma correta? Taí mais uma dúvida, que se seguir o padrão que se formou nestes 171 dias de governo, continuará sem resposta.

A cada dia a situação da Saúde em Angra dos Reis fica cada vez mais evidente. A promessa de uma rede de Saúde eficiente com o time de notáveis importados de Volta Redonda e Vassouras, turbinada com os recursos que saíram do programa Passageiro Cidadão parece ter ficado apenas no discurso oficial.

Nosso termômetro são os comentários e mensagens que recebemos diariamente, nos quais podemos destacar a enxurrada de denúncias sobre a precarização e cortes de serviços, falta de insumos, medicamentos, profissionais, ambulâncias, raios x com defeito, a questão da Santa Casa que só se agrava… Isso sem falar nos problemas dos serviços odontológicos, que têm colaborado para não deixar Angra voltar a sorrir.

Leia os outros artigos da série “Silêncio no Palácio

  1. Prefeitura de Angra nega informações ao Angranews

  2. Silêncio no Palácio: A Saúde está no CTI?

  3. O Mistério da Cessão do Terreno para a Bonfim

 

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