Repasses da Eletronuclear dependem da retomada de Angra 3

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Prefeitura de Angra afirma que obras na Praia do Anil e Mambucaba começam em seis meses com recursos da Eletronuclear. Estatal garante que repasses só depois de retomada de Angra 3.

Na última sexta-feira, 20, a Prefeitura de Angra anunciou que assinou junto com a Eletronuclear um Termo de Compromisso para a execução da despoluição da Praia do Anil e da captação de água do Rio Mambucaba, no valor de R$46 Milhões. Segundo a prefeitura, este termo foi uma contrapartida em troca da liberação da construção de um depósito de armazenamento complementar a seco. Na ocasião o Executivo chegou a afirmar que “a Eletronuclear tem, a partir desta data (dia 20), seis meses para viabilizar a execução dos projetos, que serão executados pelo Saae”.

Tudo parecia bem até que nesta segunda-feira, 23, quando a Eletronuclear veio a público afirmar que a coisa não estava tão encaminhada quanto acreditam os técnicos do governo municipal, uma vez que eles dependem da retomada das obras de Angra 3 para liberar os recursos. A estatal espera que o empreendimento seja retomado somente no segundo semestre de 2020.

Essas duas inciativas fazem parte das condicionantes relativas ao processo de licenciamento de Angra 3. Dependem, portanto, da retomada do empreendimento para poderem ser efetivamente implementadas. A inclusão da usina no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) por decreto presidencial significa que Angra 3 é uma prioridade do governo federal”, afirmou a Estatal por meio de nota.

Vale destacar que, segundo a Prefeitura de Angra, a estatal tem uma dívida de mais de R$200 milhões com o município.