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Região promove operação de fiscalização de veículos turísticos

Ordenamento do turismo no fim de semana se concentrou em ônibus e embarcações.

As prefeituras de Angra dos Reis, Mangaratiba, Paraty, Itaguaí, a Capitania dos Portos e Polícia Militar estão intensificando as ações de fiscalização e ordenamento do turismo na região. O objetivo é preservar as belezas naturais da Costa Verde, assegurar o turismo sustentável e fortalecer o comércio local, incluindo os empreendimentos turísticos. No último fim de semana, a Fundação de Turismo de Angra dos Reis (TurisAngra) coordenou uma grande operação, que foi das rodovias ao mar, fiscalizando a entrada de ônibus no município, as embarcações e, de modo geral, o cumprimento da legislação relacionada ao turismo, atividade das mais importantes para a região.

A equipe interceptou 106 veículos de transporte turístico, incluindo ônibus, micro-ônibus e vans, que tiveram que pagar a taxa de turismo cobrada em Angra, no valor de R$ 200. O trabalho se concentrou na rodovia Rio-Santos, junto ao posto da polícia Rodoviária Federal, em Jacuecanga, mas também se deu no trevo de entrada da cidade e em Itacuruça, bairro de Mangaratiba, uma vez que a ação foi conjunta e é um desdobramento do SOS Costa Verde.

– Estamos desenvolvendo uma política de turismo sustentável, mas não basta que ela seja feita só em Angra. É preciso que todos os municípios da Baía da Ilha Grande somem forças. A sociedade precisa se conscientizar de que precisa zelar pelo seu maior bem natural, que é a Baía da Ilha Grande – defende o presidente da TurisAngra, Carlos Henrique Souza Vasconcellos.

O número de 106 veículos já é uma redução em relação à semana anterior, quando foram interceptados 157 veículos pelas equipes de fiscalização. Nas praias, a situação foi parecida, e o presidente da TurisAngra afirma que houve diminuição no fluxo de embarcações. A fiscalização nas praias contou com a ajuda de um helicóptero, utilizado para imagens aéreas.

– Em Freguesia de Santana, o espaço do nado livre foi respeitado. Não havia embarcações próximas da areia, disputando espaço com banhistas, o que significa que o local está sendo ordenado – citou Carlos Henrique, que destacou que o somatório de ações fiscalizatórias pretende qualificar o turismo local, descartando a parte do turismo predatório, que provoca impactos ambientais negativos e não traz contrapartida para a economia do setor: – Nós detectamos que um dos nossos grandes problemas é a sobrecarga de visitantes na região. Não queremos impedir as pessoas de virem, mas não se pode fazer turismo degradando o ambiente. Queremos preservar os recursos naturais e o turismo para as futuras gerações. Grande parte daqueles que vêm a Angra não se hospedam aqui, vão embora da cidade no mesmo dia, não contribuem para o comércio local. Não adianta as pessoas virem e só deixarem o seu lixo – resumiu.

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