Prefeitura e Médicos buscam melhorias na Saúde


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Hospital da Japuíba (HGJ)
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Secretaria de Saúde de Angra e CREMERJ expõem suas posições. Na pauta de reivindicações, médicos pedem retorno de benefício considerado irregular pelo TCE.

O debate sobre a questão da saúde em Angra dos Reis tomou novos contornos nesta semana, com a manifestação de alguns médicos que expuseram algumas questões sobre o setor em seus perfis de redes sociais. Imediatamente representantes da Prefeitura e do CREMERJ entraram no debate.

Representando a categoria, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) emitiu nesta quinta-feira, 7, uma nota em que expressa a preocupação do órgão com a saúde de Angra dos Reis, em especial com o atendimento do Hospital Geral da Japuíba (HGJ), cujas instalações receberam no mês passado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que foi municipalizada e mudou de endereço após a prefeitura ficar um ano sem receber repasses do Estado para a manutenção da UPA. Segundo números da Secretaria Municipal de Saúde, a dívida do governo Pezão com a UPA de Angra ultrapassa os R$4,8 milhões.

A prefeitura afirma que a reorganização do espaço, iniciada no mês passado, continua e que se reunirá com os médicos e demais profissionais de saúde para buscar soluções que garantam o bom atendimento da população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outra reclamação da categoria é o corte de cerca de 40% do valor total dos salários dos médicos, com o fim da gratificação de Difícil Provimento. Segundo informações da prefeitura, o pagamento do benefício foi interrompido por conta de uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Ainda de acordo com dados do município, os investimentos em Saúde já consomem cerca de 40% das receitas municipais, dos quais mais de 70% são consumidos em salários e gratificações a médicos e demais profissionais de área. Neste mês, em acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Angra dos Reis (SINSPMAR), foi concedido um reajuste salarial de 4% para todo o funcionalismo. Esta negociação foi aprovada pela Câmara Municipal.

Segundo o CREMERJ, outro problema é a suspensão de serviços como as cirurgias eletivas, que embora não sejam consideradas de urgência, precisam ser realizadas. Com relação à elas a prefeitura explicou que foi necessária a suspensão temporária destes serviços, uma vez que eles estavam acontecendo em um crescente preocupante. Ainda segundo o município, o retorno deste serviço acontece no próximo dia 18 de abril e os materiais necessários para a realização destas cirurgias, caso não estejam disponíveis, serão providenciados. Os contratos com médicos especialistas também serão colocados em dia, com efetivação do pagamento.

Os médicos se reunirão em assembleia, nesta quinta-feira, 7, no auditório do HGJ, para debater a situação do hospital e a possibilidade de paralisação dos serviços.