Polêmica na inscrição de jogadores do Angra chega ao fim

Clube correu o risco de perder até 19 pontos na Série B, mas foi absolvido no TJD-RJ por unanimidade. Direção explica o que aconteceu.

O Angra dos Reis Esporte Clube passou por uma situação polêmica na reta final da fase de classificação do Campeonato Carioca Série B. Se dentro do campo o time lutava até o final por uma vaga nas semifinais, fora dele uma suposta escalação irregular de dois atletas durante a Taça Corcovado poderia custar ao Tubarão a perda de 19 pontos e consequentemente a queda para o terceiro escalão do futebol do Rio.
Apesar da incomoda situação de ter que decidir o futuro da temporada nos tribunais, a diretoria do Angra Esporte Clube se mostrou confiante em um desfecho positivo durante todo o período que antecedeu o julgamento, realizado na última quarta-feira, 22. O resultado foi o esperado pela direção angrense: o clube foi absolvido por unanimidade. O Diretor Jurídico do clube, Roberto Gilvaz, explicou o imbróglio e os motivos de, em nenhum momento, o clube ter se preocupado com uma possível punição.
– Nossa tranquilidade na condução do processo junto ao tribunal foi por conta da acusação, feita pelo Gonçalense e posteriormente acompanhada por outros clubes, ter sido baseada em uma premissa falsa. Como ficou comprovado no TJD, o Angra escalou os jogadores completamente dento do que rege o regulamento do campeonato. O regulamento era claro e previa a substituição de jogadores no modelo em que fizemos. É importante frisar que o Angra só escalou os jogadores após o diretor de competições da Ferj, Marcelo Vianna, expedir uma RDI dando conta e ciência de que os dois atletas havia condições de jogo – garantiu, Roberto Gilvaz.
A alegação dos interessados no processo que pedia punição ao Angra era de que o clube havia inscrito os atletas Vitor Hugo, o Vitão, e o meia Felippe, o Felippinho, após o fim do prazo de inscrições do campeonato. O Angra contesta essa alegação e afirma que o regulamento permitia trocas por excepcionalidades, como em caso de atletas comprovadamente lesionados.
– O regulamento apresentava um prazo para inscrição normal, e um prazo para inscrição excepcional, que foi o caso dos jogadores do Angra. O Angra tinha dois jogadores lesionados  e que permaneceriam lesionados por mais de 15 dias. O regulamento permite essa troca excepcional. O Angra fez todos os trâmites legais, enviando laudos que comprovavam a ausência dos atletas por lesão e, só após isso, foi emitida a RDI que permitia a substituição destes dois atletas. O regulamento é claro nisso. Não tem o que questionar – explicou o diretor jurídico do Angra, Roberto Gilvaz.
A tranquilidade passada por toda diretoria do Tubarão em relação ao processo ficou ainda maior após o julgamento da última quarta-feira (22), no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ). O clube foi absolvido por unanimidade, o que reforça a tese angrense de que tudo foi feito dentro do regulamento. O jurídico do clube continua confiante em um desfecho positivo, mesmo que algum clube recorra da decisão do tribunal, e acredita que a ida aos tribunais se deve ao desespero dos clubes que brigam contra o rebaixamento.
– A decisão por unanimidade só comprova o que a gente têm dito. É impensável que uma decisão unanime seja revertida após um recurso. A gente só pode acreditar que essa confusão toda seja por conta do desespero das equipes que estão disputando o descenso e por isso procuram de todas as formas uma solução extra campo para não cair. O Angra dos Reis não tem nada com isso, fizemos o nosso trabalho com honestidade e só lamentamos de não termos ido as semifinais – Finalizou, Roberto Gilvaz.
O Angra dos Reis Esporte Clube terminou a Taça Corcovado na terceira colocação de seu grupo, e em sexto na classificação geral do Campeonato Carioca Série B. O Tubarão só volta a campo agora no segundo semestre, para disputa da Copa Rio.
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