Pesquisa de ração para bijupirá entra em nova fase


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Parceria entre Prefeitura e Fiperj visa modernizar o cultivo do bijupirá na baia da Ilha Grande.

A secretaria de Pesca e Aquicultura de Angra é parceira da Fundação Instituto de Pesca do Rio de Janeiro (Fiperj) em uma pesquisa que deverá transformar o processo de cultivo do bijupirá, no que diz respeito à ração utilizada para a engorda do peixe. O estudo, que teve a sua primeira fase concluída na última semana, durou dois meses e consistiu em comparar a aceitação do bijupirá a dois tipos diferentes de ração.

No total foram seis tanques de bijupirá monitorados, três deles receberam o que os técnicos chamam de ração molhada, que nada mais é do que os rejeitos das sardinhas pescadas no município. Os outros três tanques receberam a ração seca, esta produzida pela Fiperj, com a utilização de uma farinha de peixe vinda da Mauritânia, na África. Ao final da comparação os técnicos chegaram à conclusão de que as duas rações são excelentes para a criação do bijupirá.

Um segundo passo agora será a junção das duas rações, o que poderá representar um significativo avanço na criação em cativeiro desta espécie, segundo conta o gerente de Maricultura da secretaria de Pesca, Marcelo Lacerda.

– Unir as duas rações e utiliza-la na criação do bijupirá garantiria para os maricultores de Angra uma modernização no sistema de criação desses peixes. A nossa ração molhada, que apesar de se mostrar muito eficaz, demanda um esforço grande para fazê-la chegar ao seu destino final. É preciso coleta, logística de transporte e armazenamento nos nossos frigoríficos, o que aumenta os custos – explicou.

2015-05-06_Monitoramento do Bijupirá_Fotos_Luiz Eduardo de Araujo (4)Segundo Lacerda, os estudos indicam a necessidade da criação de uma fábrica de farinha de sardinha em Angra. Esse produto seria misturado à farinha feita pela Fiperj e abasteceria os maricultores da região. Essa ação facilitaria definitivamente o armazenamento e o transporte dessa ração e consequentemente baixaria os custos para os criadores.

– A criação da fábrica seria mais um passo importante para o fechamento do ciclo de criação do bijupirá em Angra. Depois de solucionada essa questão da ração nós partiremos para a implantação, no nosso laboratório da Ilha Grande, de um criadouro de alevinos do bijupirá. Com isso, fecharemos o ciclo, barateando custos e gerando emprego e renda – analisou.
Marcelo ainda frisou que o trabalho em parceria feito pela Fiperj, Secretaria de Pesca e a Associação de Maricultores da Ilha Grande (Ambig), tem sido fundamental para o sucesso nos experimentos que vêm sendo feitos com o objetivo de gerar avanços para a maricultura de Angra dos Reis.