Moradores do Parque das Palmeiras temem desabamentos

Talk Show nos Bairros #21 – Barranco no Parque das Palmeiras (19)
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O bairro do Parque das Palmeiras, ao contrário do que muitos acreditam, também tem enfrentado uma série de transtornos, principalmente quando chove. A comunidade, em especial os que moram no final da comunidade, logo abaixo da linha do trem, temem que partes do morro possam desabar como aconteceu em 2010, quando casas precisaram ser demolidas no local e no Morro da Glória, que fica logo acima.

Ouvidos pelo departamento de Jornalismo, moradores reclamam que o problema que o morro enfrenta tem reflexo no valão que corta o bairro e que além dos desabamentos há o temor de imundação, já que a quantidade de barro e detritos é grande.

O jornalista Igor Abreu conversou com alguns moradores que relataram que por conta do material que desce do morro, as galerias de esgoto estão entupidas, o que forçou os moradores a fazer ligações clandestinas na rede de águas pluviais, em especial na Rua Domingos Dutra, sob a linha férrea. Segundo os moradores, a solução foi necessária após o SAAE de Angra ir ao local e não conseguir desobstruir a galeria.

Benedito da Conceição, mais conhecido como Bené, presidente da Associação de Moradores do Parque das Palmeiras destacou também que o problema do desbarrancamento do morro tem reflexos na Praia da Chácara, já que o material segue pelo valão que corta o bairro e desemboca ao lado da rodoviária Nilton Barbosa. Benedito lembrou que o valão também merece cuidados, já que até árvores nascem em suas laterais, o que segundo ele, pode comprometer a estrutura.

Bené se mostrou preocupado com a grande quantidade de entulho que é jogada sob a área da linha do trem e lembrou que por conta da erosão, alguns pontos da malha ferroviária estão descalçados e há o medo de que quando e se o trem voltar a funcionar, que haja um acidente de maiores proporções. De acordo com o presidente da Associação de Moradores, o jogo de empurra entre o município e a FCA, dona da ferrovia, só dificulta a busca por uma solução.

O Vereador Marco Aurélio Vargas, que até pouco tempo atrás ocupava a cadeira de secretário municipal de Meio Ambiente, lamentou a questão envolvendo as galerias pluviais e lembrou que não há impedimentos para o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Angra realizar a manutenção de suas galerias.

Marco destacou que o problema da ocupação irregular, em especial das margens da malha ferroviária que corta o município, é a fonte dos problemas do Parque das Palmeiras. Ele informou que somente após a entrega do mapeamento geológico de todas as encostas, pela COOPE/UFRJ, que deve ser concluído ainda este mês é que o município poderá avaliar quais obras poderão ser feitas no local.

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