Ministério da Infraestrutura aprova Plano de Desenvolvimento para o Porto de Angra

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O Ministério da Infraestrutura aprovou o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) dos Portos de Angra dos Reis e Itaguaí. Segundo o Ministério, a aprovação do PDZ permitirá obter maior clareza quanto às tendências de demandas futuras e estabelecer ações e metas visando a eficiência das operações portuárias com base em uma política de desenvolvimento e melhoria da competitividade no setor.

O documento elaborado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), foi construído a partir de informações obtidas com diversas áreas da companhia e discussões com entidades e representantes da cadeia logística portuária, com o objetivo de identificar as necessidades dos usuários e propor alternativas para o desenvolvimento do porto.

O PDZ destaca que “o Porto de Angra dos Reis tem como principal função as atividades de apoio offshore. O porto encontra-se em localização estratégica, devido à proximidade com as bacias de Campos e Santos,produtoras de petróleo”.

Zoneamento do Porto de Angra

POSSÍVEIS IMPACTOS EM ÁREAS DO CENTRO

Um dos pontos que o o documento aborda e que poderão causar grande impacto na dinâmica do Centro de Angra dos Reis são as áreas de apoio ao Porto, como as do São Bento e do Carmo. Segundo o documento, em um prazo de quatro anos, estão previstas as seguintes mudanças nas áreas de zoneamento do Porto.

“A retirada da “área não operacional” (que não realiza atividades portuárias), a exclusão da “Área em litígio” (lotes 4 e 5) e a retirada de alguns logradouros públicos. Além disso, foram incluídas as áreas Multiúso 3 (Campo de grama do São Bento) e a Área não operacional, onde se situam as instalações do Tribunal de Justiça.

Estão sendo estudados projetos para utilização das Áreas Multiúso 1 e 2 (Aterro do Carmo). Dentre as opções analisadas, estão a implantação de entreposto pesqueiro, estruturas administrativas e instalações de pequeno porte para recebimento de pescado. Há ainda a possibilidade de operações de apoio à operação portuária.

A previsão de construção do terceiro berço é na área de Expansão Portuária”.

INVESTIMENTOS NO PORTO

O novo PDZ destaca em seu Plano Operacional que “há necessidade de manutenção do calado de 8,53m (maré zero) ao longo do cais e, se possível, aprofundamento em pelo menos 1m em relação ao calado atual e embora o documento seja específico que “não há investimento previsto em ampliação de cais (3º berço)”, ele destaca que “há previsão de R$ 16,5 milhões em investimentos privados até 2018 (???), com destaque para:

  • Reforma das facilidades existentes, como Armazém 3;
  • Demolição de antigas estruturas obsoletas;
  • Construção de novas facilidades operacionais e para os trabalhadores portuários, como oficina mecânica, box de resíduos, vestiários coletivos e ampliação dos escritórios”.