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Lava Jato prende presidente licenciado da Eletronuclear

Otton da Silva - Eletronuclear - Foto Janine Moraes

A 16ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Radioatividade”, foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 28, em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri. São cumpridos dois mandados de prisão temporária, além de 23 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva.

Um dos presos é o diretor-presidente licenciado da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva (foto),  detido no Rio de Janeiro. Ele foi afastado do cargo em abril deste ano, quando surgiram denúncias de pagamento de propina a dirigentes da empresa. Os presos foram levados para a Superintendência da PF em Curitiba.

De acordo com informações do G1, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) encontraram indícios de pagamentos de propina para dirigentes da Eletronuclear. Eles foram feitos pelo consórcio de empreiteiras Angramon e pela Engevix, que têm contratos com a subsidiária da Eletrobras para obras da usina nuclear de Angra 3. A Polícia Federal e o procurador federal Athayde Ribeiro Costa afirmaram que Othon recebeu R$ 4,5 milhões em propina.

“Dentre outros fatos investigados, são objeto de apuração nesta fase a formação de cartel e o prévio ajustamento de licitações nas obras de Angra 3, e o pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal”, disse a PF em comunicado à Reuters.

A Eletronuclear ainda não se pronunciou sobre a prisão do diretor-presidente licenciado. A Andrade Gutierrez afirma, em nota, que está acompanhando a 16ª fase da Lava Jato e que sempre esteve à disposição da Justiça.

O foco das investigações desta fase, segundo a PF, são contratos firmados por empresas já mencionadas na Operação Lava Jato com a Eletronuclear. Além do pagamento de propina, a 16ª fase da Lava Jato investiga a formação de cartel e o prévio ajustamento de licitações nas obras de Angra 3.

Com informações do G1 e Reuters

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