Interventor da Santa Casa de Angra faz balanço de sua gestão

Guilherme Fidalgo (2012)
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O Interventor da Santa Casa de Angra, Guilherme Fidalgo, que está há dois meses no cargo – após o então prefeito em exercício Essiomar Gomes, com o aval do Ministério Público, tomar a decisão de intervir na administração do hospital para manter esta unidade de saúde em funcionamento -; prestou esclarecimentos sobre as mudanças ocorridas na Santa Casa de Misericórdia no último bimestre.

Segundo ele, que participou do Programa Talk Show Costazul desta quarta-feira (28/03), a principal mudança que ocorreu nos últimos dois meses é que “A dignidade foi devolvida aos funcionários’, já que de acordo com Fidalgo, além dos salários baixos, a equipe da Santa Casa passava por dificuldades como a falta de insumos e até a alimentação no local de trabalho. “Nós recuperamos a atratividade e hoje oferecemos um dos melhores salários da região, por isso, nosso quadro de pessoal está quase completo”, garantiu o interventor.

Fidalgo lembrou que o município destina R$11 Milhões anuais para a Santa Casa e que os valores são divididos em 12 parcelas mensais. “Nós já conseguimos repor nossos estoques e negociar com os fornecedores. Antes, a Santa Casa não tinha crédito e as prateleiras estavam vazias”, assegurou o gestor que lembrou também que a unidade de saúde já voltou a fazer cirurgias eletivas, “Nosso problema agora é a demanda reprimida, que se acumulou quando o hospital suspendeu serviços”.

O gestor destacou também que nestes dois meses foram reformados cinco centros cirúrgicos e uma enfermaria. Ele conta que teve que fazer cortes de pessoal, mas “que não houve caça às bruxas”.

O Interventor deixou claro que sua preocupação é com o presente e o futuro da Santa Casa, já que no acordo firmado entre o município e o Ministério Público, que levou a intervenção, ficou claro que a responsabilidade das dívidas era dos gestores do passado e que o objetivo da entrada do município na unidade de saúde teve como objetivo impedir o fechamento do hospital e o fim do atendimento à população.

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