INEA EXPLICA ORIGEM DA ESPUMA AMARELA NO MAR DE ANGRA

image

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) analisou a espuma que apareceu no fim de outubro deste ano de 2013, na Costa Verde do Rio de Janeiro. O órgão informou que o fenômeno não representa perigo à população.

“Não foram detectadas as presenças de surfactantes, que seriam substâncias como detergente, sabão, que promove a formação de espuma. [Foi achada] uma grande quantidade de matéria orgânica associada à presença de plâncton, principalmente microalgas. Isto, associado a turbulências, ventos, ondas, promove a formação dessas espumas, que são de natureza orgânica, sem perigo algum à população”, explicou o superintendente do Inea na Baía da Ilha Grande, Júlio Avelar.

A espuma amarelada preocupou moradores e turistas de Angra dos Reis e Paraty, principalmente pela cor e altura. Em consequência, o Inea coletou amostras em 31 de outubro para análise. Apesar do material não oferecer riscos, o representante do instituto dá um aviso.
Espuma amarelada no litoral

“Serve de alerta na medida em que o que promove essas florações de algas é a quantidade de nutrientes no ambiente, muito vindo por esgoto doméstico, como nitrogênio, fósforo. Esta contaminação orgânica vai colocando nutrientes na água”, disse Júlio Avelar. “Também está relacionado a fatores ambientais, como temperatura, salinidade. Porque quando você junta nutriente, temperatura e salinidade adequadas, essas populações se desenvolvem mais rápido”.
O superintendente informou ainda que o monitoramento da Baía da Ilha Grande é feito pelo próprio Inea em 22 pontos diferentes. Neste ano, foram realizadas 13 expedições com objetivo de acumular informação sobre a biodiversidade do local.

G1

Comentários