Transição da Cedae para o Saae será no máximo em dois meses, afirma prefeitura

Transição da Cedae para o Saae será no máximo em dois meses, afirma prefeitura

24/02/2017 0 Por Redacao

Uma reunião entre o prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão, e o diretor-presidente da Cedae, Jorge Ferreira Briard, ocorrida nesta terça-feira, 21, selou o acordo pela encampação da Companhia Estadual de Água e Esgoto em Angra pelo Serviço Autônomo de água e Esgoto do município.

Segundo a prefeitura, há a concordância do Governo do Estado e da direção da Cedae, para que a próxima etapa seja a transição entre as equipes, do grupo de trabalho a ser formado entre as duas partes. Na sequência, todo o conteúdo apurado pelas equipes será apresentado ao prefeito e à direção da Cedae, e o trabalho sendo aprovado, seguirá para análise do secretário de Estado do Ambiente, André Correa e do governador Luiz Fernando Pezão. A última etapa deste processo será a avaliação e aprovação do conselho administrativo da Cedae.

– A previsão é de que todo esse processo ocorra em no máximo dois meses, para que de fato possa ocorrer a encampação da Cedae pelo município. Já está tudo acertado entre as partes. Estamos cumprindo as etapas acordadas e legais, e por uma questão de ética, a gente ainda não iniciou o processo de identificação e diagnóstico mais preciso das áreas e equipamentos que a Cedae tem em Angra. Vamos fazê-lo em conjunto com a participação dos funcionários da empresa, disse o presidente do Saae, Paulo Cezar de Souza, o PC, que também participou da reunião.

Segundo ele, esse processo de diagnóstico dos serviços de abastecimento de água e esgoto da Cedae no município deverá terminar no fim do mês de março, mas independente disto, o Saae já tem ideias para as áreas e instalações a serem encampadas, entre elas projetos de automação, que vão possibilitar uma visão global de todas as localidades de Angra na sede do Saae, com informações precisas sobre vazão, volume de cada barragem, para poder agir rapidamente e fazer manobras e o serviço ser mais rápido e eficiente.

Tem também a retomada de um projeto de abastecimento alternativo vindo de um único local, que a princípio se pensava em trazer a água do Bracuí, mas segundo PC, precisa ser reavaliado, pois neste momento é um projeto de alto investimento. “O certo é que vamos encontrar caminhos que levem a projetos adequados, que tragam eficiência no serviço prestado para a população e com investimentos de acordo com a situação financeira atual da prefeitura”, disse o diretor-presidente do Saae.