Imóveis para desabrigados serão entregues em dezembro

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Apesar das queixas das pessoas que sofreram na tragédia do dia 1º de Janeiro, as obras de construção dos apartamentos estão a todo vapor e serão entregues em dezembro. Hoje, a Associação de Moradores Atingidos pela Catástrofe irá novamente se reunir no Rio de Janeiro com representantes do Governo do Estado, Ministério das Cidades e prefeitura de Angra – responsáveis pelo empreendimento -, para ainda tentar cobrar soluções quanto ao tamanho das unidades; a falta de elevadores nos prédios; e a possibilidade de novas demolições de residências em áreas de risco.

– Não podemos deixar de reconhecer que a prefeitura tem feito muita coisa para nos ajudar. Mas o que queremos é provar que o Morro da Carioca e outras comunidades afetadas não eram favelas, e haviam casas muito caras. Queremos dar uma moradia digna a essas pessoas, e não um apartamento sem condições adequadas para uma família grande – destacou o integrante da Associação, Celso General.

A prefeitura irá construir 800 apartamentos destinados às famílias que perderam suas casas na tragédia. Os condomínios, que contarão com blocos de 16 apartamentos cada, serão construídos em quatro localidades do município: Japuíba, Areal, Monsuaba e Pousada da Glória. O prefeito Tuca Jordão (PMDB) ressaltou que as obras estão andando conforme o projeto do governo do Estado, que estabeleceu todos os detalhes da construção dos apartamentos. O prefeito afirmou ainda que a obra, orçada em mais 60 milhões, será entregue dentro do prazo estipulado.

– Assim como foi determinado pelo projeto entregue pelo governo do Estado, os apartamentos estão sendo feitos. E em dezembro todos eles serão entregues à população – disse o prefeito Tuca.

Segundo as informações da comissão, os números da construção das unidades habitacionais desrespeitam a lei municipal do código de obras. Outra questão que ainda gera polêmica, é o caso das demolições de residências em áreas de risco. De acordo com os moradores, as casas estão sendo demolidas sem a conclusão do laudo técnico.

– O projeto das casas tem números que não condizem com a lei do nosso município para construções. Não estamos tratando de números, e sim de famílias grandes que possuíam casas confortáveis. E os moradores que ainda possuem suas casas, mas estão interditadas, passam por momentos de angústia, pois os técnicos ainda sabem quais residências ainda terão que ser demolidas, porque não sabem até onde o muro vai pegar. A ideia é ir construindo e derrubando conforme a necessidade. Isso é falta de respeito com o morador angrense – destacou o arquiteto e integrante da Associação, Fernando Miguel.

Fonte: Diário do Vale

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