Frente em Defesa da Indústria Naval do Estado do Rio de Janeiro será relançada na próxima semana

Indústria naval3.jpg
Compartilhe!

Será lançada na próxima segunda-feira, 12, às 10h, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho do Palácio Tiradentes, a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Naval do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT), idealizador e que será reconduzido à presidência da Frente, a iniciativa acontece em razão do desmonte das indústrias naval e do petróleo, que já custou o emprego de milhares de trabalhadores.

Queremos mobilizar a sociedade fluminense em defesa da recuperação da indústria naval, da retomada dos investimentos no COMPERJ, da manutenção da política de conteúdo local e da resistência à política atual da Petrobras“, explica o parlamentar, que também preside a Comissão de Ciência e Tecnologia da Casa Legislativa Fluminense.

Um dos objetivos da Frente é aperfeiçoar a legislação referente à indústria naval e offshore, influindo no processo legislativo a partir das comissões temáticas no Congresso Nacional.

Mobilizaremos, para isso, a bancada federal do Rio de Janeiro e convocaremos entidades de classe e instituições interessadas no desenvolvimento econômico do estado. Também promoveremos debates, simpósios, seminários e outros eventos pertinentes ao setor, além de apoiar reivindicações no que tange à criação da infraestrutura necessária para fomento da indústria naval do Estado do Rio de Janeiro”, declara Waldeck.

Desemprego no setor

O setor naval chegou a empregar 84 mil trabalhadores diretos e mais de 780 mil indiretos no Brasil. Segundo a Revista Portos & Navios, nos últimos quatro anos, pelo menos 60 mil empregos, boa parte de mão de obra qualificada, foram eliminados das estatísticas da indústria naval brasileira.

Foi a consequência do novo declínio do setor, que havia sido revitalizado no início dos anos 2000 com a política de priorizar equipamentos nacionais na exploração e produção de petróleo. De acordo com o Sindicato da Indústria Naval (Sinaval,) que reúne as empresas do setor, os estaleiros brasileiros empregam atualmente 25 mil trabalhadores no país. A expectativa da entidade é que esse número seja reduzido ainda mais, para cerca de seis mil pessoas em 2020.

O Estado do Rio foi o que mais perdeu postos de trabalho: aproximadamente 25 mil. Niterói, Angra dos Reis e a capital estão entre as cidades mais prejudicadas.