FISCALIZAÇÃO VAI COIBIR USO DE CEROL EM ANGRA

Mais de 500 pessoas participam de disputas de pipas na Praia do Anil.

No próximo domingo, 6, a Prefeitura de Angra, em parceria com as Polícias Militar e Civil, farão uma ação de fiscalização para combater o uso das linhas de pipa com cerol e as linhas chilenas, mais reforçadas. A ação, que contará com a participação de uma equipe de fiscais do Meio Ambiente se dedicará principalmente à Praia do Anil mas poderá atuar em outras localidades da cidade.

Com a chegada das férias escolares, nos finais de semana, mais de 500 pessoas se reúnem na Praia do Anil para participar de disputas de pipas, o que acaba causando riscos ao bem-estar e à vida da população. Muitas pessoas ainda ignoram que, tanto o cerol quanto a linha chilena, estão proibidos por lei de serem fabricados e comercializados. A lei prevê ainda multa e detenção de até seis anos para quem fabricar, importar, estocar, comercializar ou intermediar a comercialização de cerol, linha chilena ou produtos similares. São passíveis de punição também aqueles que comprarem, prepararem ou fornecerem, ainda que gratuitamente, os produtos ou seus componentes com a intenção de utilizá-los para empinar pipas. O uso de objetos cortantes nas pipas também é proibido.

— A ação é de fiscalização mas também de orientação aos pipeiros. A quantidade de pessoas soltando pipas ali na Praia do Anil impressiona e pode representar riscos tanto para quem passa como para os próprios pipeiros — explicou Alexandre Klippel, coordenador do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM)

O cerol é o nome atribuído a uma mistura de cola com vidro moído que é aplicado diretamente em linhas de pipas. A cola serve como aglomerante, enquanto o pó de vidro ou ferro serve como abrasivo. O resultado é uma linha extremamente cortante, que pode trazer riscos, inclusive de morte, para quem aplica e para quem usa a linha com o produto. Além disso, as linhas com cerol trazem riscos para a vida selvagem (em especial pássaros), para pedestres, motoqueiros e motoristas de carros conversíveis.

Ainda mais perigosas que o cerol, as linhas chilenas, feitas com uma mistura de quartzo moído e óxido de alumínio, estão sendo importadas para o Brasil. Adeptos à nova estratégia usam a internet para comprar o produto que pode cortar até quatro vezes mais do que a linha nacional. Esta nova linha com potencial de corte muito alto, também já causou mortes e vem causando grande preocupação, principalmente para os motoqueiros.

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