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Estatal chinesa pode ser parceira na construção de Angra 3

A estatal China National Nuclear Corporation (CNNC) pode vir a se tornar parceira do Brasil na construção da Usina Nuclear Angra 3.

Na última semana foi assinado em Pequim, na China, um memorando de entendimento entre a direção da Eletronuclear e a estatal China National Nuclear Corporation (CNNC), que tem subsidiárias em todo o ciclo de urânio. A estatal chinesa está construindo 11 usinas, que vão adicionar 11,44 GW ao seu parque gerador. Embora o memorando não estabeleça nenhum compromisso de ambas as partes, as empresas estão dispostas a conversar no sentido de explorar a possibilidade de parceria para a conclusão de Angra 3.

– Não significaria passar a propriedade de Angra 3 ou alguma participação acionária da usina. Isso não está em consideração – afirmou para a revista Exame, o assessor de Desenvolvimento de Novas Centrais Nucleares da Eletronuclear, Marcelo Gomes, disse que a possibilidade de parceria com a China é uma das alternativas que estão sendo investigadas.

Segundo Gomes, o que está na pauta bilateral é a possibilidade de financiamento e de trazer para a conclusão do projeto brasileiro a experiência dos chineses na construção de usinas nucleares. A operação de Angra 3 e a propriedade da usina permaneceriam com a Eletronuclear.

Um dos problemas que emperram a construção de Angra 3 diz respeito à questão contratual, devido ao envolvimento de grandes construtoras na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, deflagrada em março de 2014. De acordo com números fornecidos pela Eletronuclear, os investimentos diretos já efetuados na construção de Angra 3 alcançam R$ 6,15 bilhões, aos quais se somam R$ 2,33 bilhões de despesas indiretas que incluem juros, administração, entre outras. No total, os investimentos efetuados na obra atingem R$ 8,48 bilhões.

Segundo Gomes, durante a visita a Pequim, foi identificado “grande interesse” da China em investir no Brasil. “Existe clara orientação do governo chinês no sentido de o país adotar uma postura global e, dentro dessa postura, uma das prioridades seria o Brasil”.

A Eletronuclear está buscando entendimento também com outros países que podem trazer alguma parceria nessa área, principalmente em construção e financiamento.

Confira a matéria completa no sita da revista Exame

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