Encerrado o II Encontro de Corais de Angra dos Reis

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O final de semana foi de muita música. A realização do II Encontro de Corais de Angra dos Reis (Ecoar) sacramentou a cidade como um novo destino do canto coral no estado. A programação, que começou na quinta-feira, 23, seguiu até domingo, 26. O Ecoar é uma realização do Coral da Cidade de Angra dos Reis, com o apoio da Prefeitura de Angra, por meio da Fundação Cultural (Cultuar).

O II Ecoar contou com a presença de dez corais, que se apresentaram em cinco locais diferentes. Do Rio de Janeiro, vieram o Grupo Vocal Cantaí, da Ilha do Governador; Coral da Feic, de Jacarepaguá; Coral da Dannemann Siemsen, de Botafogo; e o projeto Arte dos Sons, de Petrópolis. De São Paulo, vieram os Corais Pinhalense, de Espirito Santo dos Pinhais; e Cantadores Juris, de Mogi Guaçu. Representando Angra dos Reis, apresentaram-se o Coral da Cidade; o Coral Asahel; o coral da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; e o coral Reverendo Elhiabe Antunes do Santos. Nenhum dos corais convidados recebeu cachê e todos arcaram com suas despesas.

– Esse intercâmbio é maravilhoso. Fizemos o primeiro encontro no ano passado, com a presença de quatro corais, e neste ano aumentamos para dez. A tendência é o crescimento natural do Ecoar. Sem contar que é um privilégio para a nossa cidade sediar um encontro que reúna tantos grupos de tamanha qualidade – declarou o presidente da Cultuar, Délcio Bernardo.

O Encontro de Corais de Angra também prestou uma homenagem ao maestro e compositor Heitor Villa-Lobos. Para elucidar a homenagem, uma exposição sobre a vida e obra de Villa, como era chamado, foi apresentada no hall do Centro Cultural Dr. Câmara Torres. A mostra, denominada O Compositor das Américas, é resultado de uma parceria do Coral da Cidade com o Museu Villa-Lobos.

– Homenageamos o Villa-Lobos por ele ser o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente musical do modernismo no Brasil. Villa-Lobos soube como ninguém compor obras com nuances das culturas regionais brasileiras, com os elementos das canções populares e indígenas. Sem contar que ele foi pioneiro na criação do ensino musical nas escolas – justificou o maestro do Coral da Cidade, Moacir Saraiva.

ENCONTRO ININERANTE

A itinerância também fez parte da programação. Apresentações na igreja de São Sebastião (Abraão – Ilha Grande); Asilo São Vicente de Paula; igreja Santa Luzia; e praça Zumbi dos Palmares mudaram o cenário e o som da cidade, que contemplou a beleza do canto coral. “Eu gosto muito de cantar e já fiz uma música”, declarava a dona Laurinete, que mora no asilo municipal. Já a dona Marina da Silva, outra moradora do asilo agradeceu a visita e se despediu emocionada.

– Gostei muito dessa apresentação aqui. Ontem foi meu aniversário de 90 anos, e hoje vocês estão aqui cantando para mim. Podem voltar aqui mais vezes, recebemos visita todos os dias – pediu a senhora.

O presidente do Coral da Cidade, Fabrício Ozório, também elogiou o crescimento do evento e declarou-se entusiasmado para o próximo ano.

– Além de termos a presença de mais corais e de outros locais, não posso deixar de citar a importância do evento para o nosso coral em si. O Ecoar aumentou o elo entre nós, coralistas. Todos os membros chegaram junto e se esforçaram para que o evento fosse um sucesso, e, graças a eles, foi. Estou agradecido pelo envolvimento de todos. Para o ano que vem, já temos o homenageado, que será o Marcos Leite. Que venha o Ecoar 2016 – declarou Fabrício.