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Eletronuclear inicia transporte de combustível para Angra 1

Nesta terça-feira, 26, teve início o transporte de 40 elementos combustíveis que compõe a 22ª recarga da usina nuclear Angra 1, prevista para começar no dia 18 de junho. Foram fabricadas 16,5 toneladas de pastilhas de dióxido de urânio (UO2) na Fábrica de Combustível Nuclear das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende (RJ). Parte do urânio utilizado foi enriquecido no Brasil.

O deslocamento para Angra dos Reis é realizado em cinco etapas, sendo transportados oito elementos combustíveis em cada uma. Cabe aos técnicos da INB a embalagem do material, sob supervisão da Gerência de Combustível Nuclear da Eletronuclear, responsável pela inspeção, aceitação e logística do transporte.

Em cada viagem, comboios de caminhões carregam os elementos combustíveis, escoltados pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e pela Polícia Rodoviária Federal. A operação também é acompanhada por uma equipe da Eletronuclear que inclui profissionais das divisões de segurança empresarial e proteção radiológica (DIPR.O) e da área de infraestrutura de serviços.

Eventualmente, também fazem parte dos comboios representantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e das defesas civis do estado do Rio e dos municípios por onde passa o carregamento. Além disso, a operação é informada ao Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), à Polícia Federal, à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ao Comando Militar do Leste, que fica de sobreaviso.

Garantia de segurança

Todo o planejamento é feito para assegurar que a atividade não implique em risco à população ou ao pessoal envolvido e que o combustível chegue em segurança à central nuclear de Angra. Por esse motivo, as datas e os horários do transporte são sigilosos. O mesmo vale para as rotas utilizadas, sendo que, no total, existem três opções de trajeto. Além disso, os caminhões que carregam os elementos combustíveis trafegam com velocidade controlada para evitar danos ao material.

Ao chegar ao seu destino, o carregamento é verificado por técnicos da INB e por uma equipe especializada de Angra 1. O material é armazenado, primeiramente, num depósito seco e, depois, na piscina de combustíveis, onde fica até a hora do reabastecimento. Este procedimento todo leva cerca de doze horas. “É um longo processo, que exige empenho máximo de todos os atores envolvidos para garantir a qualidade e a segurança do combustível usado pela Eletronuclear”, explica Renata Wolter dos Reis Nery, gerente de Combustível Nuclear da empresa.

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