ELETRONUCLEAR EXPLICA DEMISSÕES EM ANGRA 3

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A semana foi marcada pelas demissões de cerca de mil trabalhadores da empresa Andrade Gutierrez , terceirizada da Eletronuclear. Os operários estavam trabalhando nas obras de Angra 3. A Eletronuclear, em resposta, aos muitos questionamentos da classe e do sindicato da Construção Civil enviou uma nota explicando as demissões.“A construção da Usina Angra 3 está passando por uma adequação do ritmo das obras civis de forma a se ajustar ao cronograma do início da montagem eletromecânica. Daí a necessidade de uma desmobilização parcial – e provisória – de equipamentos e pessoal, que deverá ser compensada assim que os ajustes tenham sido feitos”, diz a nota da empresa estatal.Embora tenha havido atrasos na liberação pela Comissão Nacional de Energia Nuclear das autorizações para concretagem de estruturas nos prédios de segurança, a decisão da demissão de empregados pela construtora não pode ser justificada pelos problemas no processo de licenciamento da construção de Angra 3.“As dificuldades no processo de licenciamento afetaram realmente o ritmo de execução da obra, o que motivou a construtora a apresentar pleitos alegando custos adicionais incorridos nos serviços já executados e pleitos de revisão das condições contratuais para execução dos serviços remanescentes. Pleitos feitos pela empresa não podem ser considerados como “dívidas” da Eletronuclear sem que tenham sido avaliados, aprovados e regularizados através dos necessários aditivos contratuais, conforme determina a lei”, afirma a nota, que continua:“Assim, a Eletronuclear não tem e nunca teve ao longo da execução das obras civis de Angra 3 qualquer dívida com a construtora Andrade Gutierrez. Todos os serviços executados foram pagos rigorosamente de acordo com as condições contratuais”.Ainda de acordo com a Eletronuclear, apesar destas dificuldades de licenciamento, as obras civis não sofreram descontinuidade, acumulando cerca de 53% de progresso, com mais de 120.000 m3 de concreto realizados.A Eletronuclear reconheceu a procedência de parte dos pleitos apresentados relativos aos serviços já executados e a aceitação da parte reconhecida pela Eletronuclear está sendo formalizada através de aditamentos contratuais em fase de assinatura e aprovação.“No que se refere aos serviços remanescentes, as partes entendem a necessidade de uma repactuação das condições contratuais, que regularize quantitativos e condições para a conclusão da obra, considerando o cronograma atual de conclusão do empreendimento. Esta repactuação foi programada estar concluída até o final do mês de junho”, afirma a empresa.A demissão de pessoal e desmobilização de equipamentos antes que as negociações para repactuação das condições contratuais fossem concluídas foi tomada pela construtora de forma unilateral, alegando estar acumulando prejuízos com a continuidade das obras nas condições contratuais atuais.“Cumpre destacar que já desde o final do ano de 2013 a Eletronuclear teve êxito em obter um processo mais ágil de liberação das autorizações para concretagem, havendo hoje na obra uma frente de trabalho que permitiria acelerar o ritmo da obra de forma sustentável”, finaliza a nota.

A Voz da Cidade