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Eletronuclear afirma que principal fator para o atraso de Angra 3 foi a estrutura de financiamento

O diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, participou nesta terça-feria, 10, do debate Crise energética e obras inacabadas: entraves e soluções, que faz parte do 4º Seminário de Energia Nuclear promovido pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), em seu campus do Maracanã (RJ).

Durante o evento, Leonam explicou alguns dos problemas que vem prorrogando a conclusão das obras da Usina Angra 3. Para ele, o principal fator que justifica o atraso do empreendimento foi a mudança na estrutura de financiamento.

– A construção de uma usina nuclear é uma obra de infra-estrutura que necessita de grande aporte de capital durante longo período. Quando as condições econômicas externas provocam alterações na estrutura de financiamento, ocorrem desequilíbrios financeiros que impactam no cronograma – disse o diretor da Eletronuclear.

Para garantir uma futura expansão nuclear, seria necessário, segundo Leonam, o estabelecimento de um marco regulatório que definisse as condições para construção, operação e comercialização de energia das novas usinas nucleares.

– É preciso estabelecer um modelo de negócios mais efetivo para evitar que obras de grande porte como Angra 3 sejam interrompidas – garantiu.

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