Cultuar firma parceria com Inepac para catalogaracervo de arte sacra


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Angra preserva seu patrimônio.

Na tarde desta terça-feira, 17, a sede da Fundação Cultural de Angra (Cultuar) serviu de espaço para uma importante reunião sobre patrimônio histórico e cultural da cidade. O diretor de Acervos do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), Rafael Azevedo, esteve no município para selar, com o presidente da Cultuar, Délcio Bernardo, uma parceria entre o órgão estadual e Angra dos Reis, com a finalidade de construir o Inventário Sacro do Patrimônio Municipal, que irá compor o Catálogo Estadual de Arte Sacra.

Segundo o diretor de Acervos do Inepac, o trabalho de reconhecimento e inventariação dos bens do estado começou em 2008 e deve terminar ainda neste ano, com a 92° cidade, o Rio de Janeiro. O interesse do governo do estado em inventariar o acervo de Angra dos Reis faz parte deste trabalho e visa proteger todo o acervo sacro fluminense. Até o presente momento, a ação rendeu dois volumes de inventário, com aproximadamente 300 monumentos, entre igrejas, capelas, museus e fazendas, que tiveram suas coleções registradas nos dois primeiros volumes do catálogo.

Até o momento, o trabalho catalogado compreende as regiões Norte, Noroeste e Baixada Litorânea. Ao todo, 700 peças foram catalogadas e 15 objetos desaparecidos foram recuperados com o apoio do Ministério Público. No momento, o trabalho na Baixada Fluminense está em fase de conclusão, bem como Região Serrana, Médio Paraíba e Centro-Sul. O inventário na Costa Verde começa por Angra e deve ser iniciado ainda no primeiro semestre.

Para a ação em Angra, a parceria prevê o apoio de universidades e capacitação de servidores municipais da área de patrimônio. Durante o processo de inventariação, o Inepac contará com uma equipe de oito técnicos, constituída por museólogos e historiadores, além de servidores públicos municípios da Cultuar.

– O descaso com o patrimônio histórico vem de anos. Desde que iniciamos esta nova gestão, temos como pauta central a recuperação dos bens móveis e também o respeito ao patrimônio imaterial. A parceria estabelecida com o Inepac, sem dúvida alguma, será um grande ganho para a cidade, que, até hoje, no alto dos seus 513 anos de história, teve apenas um inventário de suas peças sacras. São cerca de 2 mil objetos que precisam ser registrados e devidamente catalogados. A arte sacra nos preocupa devido ao assédio do tráfico de bens culturais. São acervos que, geralmente, estão guardados em condições não muito adequadas e isso acaba facilitando a ação de traficantes de patrimônio. Acredito que esta parceria será um feito histórico para a nossa cidade, declarou o presidente da Cultuar, Délcio Bernardo.