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Câmara acompanha ato pela manutenção da EJA no Frade

Sete vereadores participaram da manifestação realizada pela comunidade.

Na noite desta quarta-feira, dia 12, os moradores do Frade realizaram um ato pacífico, na E.M. Prefeito José Luiz Ribeiro Reseck, pela manutenção da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na comunidade.
Segundo a direção da escola, 80 pessoas são atendidas atualmente pela modalidade de ensino. A informação é de que a Secretaria de Educação iria transferir a EJA do Frade para o Bracuí. O motivo seria a falta de segurança no local. Com cartazes contendo dizeres como “Nada é mais forte contra a violência que a educação”, alunos e familiares protestaram contra a mudança.

– Nossa luta é para manter a EJA no Frade. Todo cidadão tem direito, constitucionalmente, à educação. Se a EJA sair do Frade, nossa educação ficará de luto. Vivemos um momento de crise e aumento da violência. Como nossos jovens e adultos vão conseguir trabalho sem terem formação? – indagou o professor José Roberto, com o apoio dos populares.

Quem também fez questão de falar foi o professor Márcio Plastina, que atua no Frade, na Educação de Jovens e Adultos, há 22 anos.

– A gente não quer que nenhuma turma da EJA seja fechada. Entendemos que este é um ato desatinado da Secretaria de Educação, pois não se combate as trevas apagando a luz – afirmou.

Os vereadores Flavinho, Titi Brasil, Marco Santo Antônio, Sargento Thimóteo, Jane Veiga, Luciana Valverde e Gedai, acompanharam atentamente às exposições e se posicionaram contra ao fechamento da EJA no Frade.

– Recebemos a informação da Secretária de Educação, Stella Salomão, de que se a segurança fosse garantida, a EJA não seria retirada daqui. Nós já estamos em contato com o Comando da PM para que uma viatura fique baseada próxima a escola. Estamos fazendo a nossa parte para que os alunos não sejam prejudicados – defendeu o vereador Flavinho.

A vice-presidente da Comissão de Educação, Titi Brasil, também se posicionou a favor da manutenção da EJA.

– Onde tem gente com vontade de estudar, tem que ter oferta de educação. Nós, vereadores, já levantamos a bandeira da EJA e defendemos que nenhuma turma seja fechada – ressaltou a vereadora, passando a informação aos presentes que a Secretaria de Educação já está procurando um novo local no Frade para transferir a turma da EJA.

Marco Santo Antônio criticou o corte de custos na Educação.

– Já se provou que essa medida de cortar custos na Educação não funciona. Se a gente tá com medo da violência, tem que investir na educação, que é a grande ferramenta de mudança social – disse o parlamentar, sugerindo que os presentes assinassem um documento de manifesto e entregassem em mãos ao prefeito Fernando Jordão.

Segundo o vereador Sargento Thimoteo, a educação é a única saída.

– Se o motivo da mudança for a insegurança, tenham a certeza de que a EJA vai continuar aqui. Já estamos em contato com o Comandante da PM para garantir a segurança dos alunos e funcionários – garantiu Thimóteo, com o apoio da vereadora Jane Veiga.

– As pessoas querem estudar e nunca é tarde para aprender. Como líder do Governo na Câmara, vou entrar em contato com o prefeito Fernando Jordão e sei que ele vai ser sensível ao apelo da comunidade. Nós, vereadores, estamos aqui para somar – salientou a parlamentar, seguida da vereadora Luciana Valverde.

– Estamos aqui com a comunidade defendendo a permanência da EJA no bairro. O que eu questiono é que, antes, a EJA do Bracuí seria transferida para o Frade. Os moradores de lá reivindicaram e a Secretaria de Educação fez o contrário, quer fechar a EJA do Frade e levar para o Bracuí. Por que o que servia antes agora não serve mais? – questionou a parlamentar.

O presidente da Comissão de Educação do Legislativo, vereador Gedai, foi incisivo em sua cobrança ao Governo.

– Eu sou a favor da EJA e tenho a certeza de que toda a Câmara é. Agora chegou a hora de a gente cobrar do prefeito Fernando Jordão uma posição definitiva sobre a Educação de Jovens e Adultos no município. Nós estamos fazendo a nossa parte. Já realizamos uma grande reunião aberta, na Comissão de Educação, onde fizemos uma cobrança direta à secretária Stella Salomão. E nossa luta não vai parar por aqui – finalizou o vereador.

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