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Prefeitura abre sindicância para apurar morte de criança

Agda Maria faleceu no último sábado. Sindicância se dará em regime de urgência.

Por determinação do secretário municipal de Saúde de Angra dos Reis, Eduardo Louzada, foi instaurado uma sindicância nesta segunda-feira, 20, para apurar todo atendimento prestado à jovem Agda Maria Barros, de cinco anos, que faleceu após a operação no Hospital Geral da Japuíba (HGJ) no último sábado, 18. O processo se dá em regime de urgência. A medida foi tomada após a família da menina levantar questionamentos quanto aos procedimentos adotados.

Outra determinação do secretário é que seja feita uma nota técnica dos diretores do HGJ demonstrando sob qual estrutura foi prestado o socorro, o atendimento e a cirurgia da paciente, que contou com o apoio de uma junta médica avaliando o caso, conforme atesta o prontuário e o histórico.

Lideranças buscam uma UTI pediátrica para Angra

Após o falecimento da menina, vítima de uma apendicite, começou uma campanha para que o município ganhe uma UTI Pediátrica, em um abaixo assinado online (clique aqui) quase sete mil pessoas já haviam aderido à campanha.

Alguns políticos da região também se manifestaram sobre o caso. Na Câmara, uma proposição para a instalação de três UTIs Pediátricas foi aprovada no legislativo. Um parlamentar chegou a utilizar a tribuna para denunciar que alguns pré-candidatos estão utilizando o caso da menina Agda para se promover politicamente.

Outras lideranças já usaram as redes sociais para informar que estão se organizando para ir até o secretário de Estado para pedir ajuda para a instalação destes equipamentos.

Conheça o caso

Segundo informações da junta médica, Agda Maria, de 5 anos, passou por uma cirurgia no dia 16 deste mês, mas, infelizmente, na noite do sábado, 18, a paciente não resistiu e morreu. Na ocasição do atendimento da menina, houve a disponibilização de uma ambulância UTI e um helicóptero do Corpo de Bombeiros para transportar a paciente até o Hospital Vita, em Volta Redonda, referência na região para esses casos. O transporte só não aconteceu devido às condições do tempo e ao estado clínico da menina. Tudo foi feito sob orientação e supervisão médica.

Pelas redes sociais, a família da criança reclamou da falta de estrutura na rede municipal de saúde para este tipo de caso. Segundo informações da secretaria de Saúde de Angra, não há na região da Costa Verde, nem mesmo na rede privada, uma UTI pediátrica.

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